E se a cobrança de juros fosse proibida?


Se a cobrança de juros fosse proibida todo o sistema financeiro seria simplesmente desmantelado – e o próprio capitalismo perderia sua razão de existir. “A economia murcharia, pois sem juros não há estímulo para a poupança e sem poupança não há investimento”, afirma o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. A atividade bancária, como hoje é conhecida, surgiu na Itália do século XIII, na cidade portuária de Gênova – quando o crescimento do comércio fez com que os ganhos fossem depositados e que parte dos depósitos fossem emprestados a juros. É difícil imaginar que esses empréstimos pudessem ter surgido sem alguma recompensa pelo risco envolvido. E, sem os empréstimos bancários, que movimentam a economia em vários níveis, o mundo como o conhecemos não existiria. Eliminada essa alavanca financeira propiciada pela existência da lógica da cobrança de juros, todos nós teríamos de encontrar um modo de vida alternativo, em que somente seria produzido e consumido o essencial para a sobrevivência.
Não haveria empresas e o próprio acúmulo de capital perderia o sentido (afinal, para que ter muito dinheiro se não se pode lucrar com ele?). As pessoas se contentariam em produzir só para o gasto – e haveria bem menos riqueza no mundo.
Sem os juros, a geração de riqueza perderia o sentido. Para que ganhar dinheiro se não se pode lucrar com ele?


Claudio Leme

1 Response to "E se a cobrança de juros fosse proibida?"

  1. Ministério da Saúde Says:

    Caro blogueiro,


    A campanha de vacinação contra Influenza H1N1 foi prorrogada até 2 de junho. Gestantes, doentes crônicos, adultos de 20 a 39 anos e agora crianças de 6 meses a 5 anos devem se imunizar. A vacina contra o vírus que já matou mais de 2 mil brasileiros, está disponível nos postos de saúde pública de todo o Brasil. Ela foi testada, é segura e mais de 300 milhões de pessoas já foram imunizadas com esta vacina no Hemisfério Norte.

    Por isso, é muito importante contar com a sua colaboração! Você pode ajudar por meio de materiais que disponibilizamos especialmente para blogs.

    Para mais informações sobre como se tornar um parceiro, escreva para fernanda.scavacini@saude.gov.br

    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde

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